Demissões nas startups: a bolha estourou?

Startups brasileiras demitem mais de 600 pessoas e mostram os efeitos da crise no setor de tecnologia, seguindo tendência mundial pós pandemia.
  • Por Rhaysa Ferreira
  • @rhaysa-ferreira
  • 18 julho, 2022
  • 2 min de leitura
O que tem levado as demissões nas startups.
No ano de 2021, os investimentos em startups no Brasil chegaram a US$9,43 bilhões. Valor 2,5 vezes superior ao de 2020, segundo o relatório ¨Inside Venture Capital¨, produzido pelo Distrito, em parceria com a Bexs. Foram quase 800 transações que demonstraram um momento promissor para o setor. Mas já na metade do primeiro semestre de 2022, o cenário, que parecia otimista, ficou bem diferente.
Mesmo com as 76 rodadas de investimentos realizadas nas startups nos três primeiros meses do ano de 2022, com aporte de R$6,4 bilhões, quatro unicórnios brasileiros, empresas que valem mais de US$1 bilhão, realizaram demissões em massa no último mês. A Quinto Andar, a Loft, a Facily e a Vetx somaram cerca de 600 demissões de colaboradores, seguindo uma tendência que aconteceu nos Estados Unidos (EUA) com a Netflix. A companhia norte-americana, que foi líder do streaming em televisores  no ano de  2020, nos EUA, desligou 150 pessoas em maio deste ano.
Profissionais desligados das empresas têm se pronunciado no Linkedin informando que foram pegos de surpresa. Diversos relatos contam histórias de pessoas que estavam em recente período de ascensão na tabela de cargos e que ao chegarem para trabalhar simplesmente encontraram seus acessos aos sistemas da empresa bloqueados.
A situação levantou dúvidas sobre o desempenho das startups. Há especialistas que afirmam ser um momento natural no ciclo de crescimento das empresas e outros que apontam as dificuldades dos empreendedores focarem mais no lucro, um retorno importante para o investidor, do que no crescimento. A informação que circula nos meios de comunicação é de que as startups estão buscando ganhos de eficiência como forma de melhorar a margem de lucro. E para isso estão cortando despesas, o que inclui o método já conhecido das empresas tradicionais que é a demissão de funcionários.
O aumento dos juros em todo o mundo vem sido apontado como um dos fatores. Os investidores têm como base o rendimento de aplicações sem risco, como a renda fixa, e quando essa começa a entregar valores maiores de renda, por conta dos juros mais altos, as startups também precisam ter maiores promessas de retorno rentável. Para que lucros maiores sejam obtidos, um dos caminhos, além do avanço das receitas, é o corte de despesas, que, no caso do cenário atual, tem sido aplicado no setor de recursos humanos.
A Y Combinator, principal aceleradora do mundo, tem alertado os empreendedores para levarem o cenário de crise à sério. No conteúdo da carta enviada à sua rede diretamente do Vale do Silício há conselhos sobre reavaliação de finanças e preparação para o corte de gastos. As medidas visam prevenção a um período de 24 meses sem investimentos. A incerteza tem tomado conta do mercado financeiro em 2022, devido ao aumento de juros e a crise pós pandemia, atingindo empresas de todo mundo. Depois de um boom de crescimento no setor, chegou a vez das startups enfrentarem os desafios das crises macroeconômicas já tão conhecidas das empresas tradicionais.
Por Rhaysa Ferreira

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