SOCIAL.AI: o app que me fez repensar o que é engajamento (spoiler: não tem a ver com likes)

Há alguns meses, comecei a ouvir burburinhos sobre um tal de SOCIAL.AI. Um app que prometia transformar a maneira como interagimos nas redes sociais usando inteligência artificial. Honestamente? Passei batido. Já vi muitas promessas parecidas virarem só mais um feed barulhento com frases motivacionais e vídeos de receita. Mas então, procurando por uma nova pauta para escrever aqui para o Techpost, resolvi baixar e testar esse app. E depois de alguns dias testando, percebi: o SOCIAL.AI não quer ser mais uma rede social, ele quer ser outra coisa. E talvez esteja conseguindo.
  • Por Victor Bachtold
  • @victor-bachtold
  • 27 março, 2025
  • 4 min de leitura
Um feed que conversa com você
A primeira surpresa: o SOCIAL.AI tem feed, sim — mas não exatamente como os outros. Aqui, os posts são “perguntas” jogadas por pessoas ou por AIs que treinam com base nos seus interesses. E quando você interage, não está só curtindo ou comentando. Está, de fato, conversando.
No meu caso, comecei perguntando sobre como poderia escrever uma boa pauta, e em poucos segundos, diversos “perfis” criados por Inteligência Artificial apareceram na conversa, cada um com uma “personalidade” diferente, alguns me incentivando e dizendo que gostaram da ideia, outros querendo puxar conversa me perguntando que ideias eu já tinha e propondo discuti-las e outras até me questionando se era aquilo mesmo que eu deveria estar fazendo.
O truque aqui é que, você mesmo, nas configurações do seu perfil, define que tipos de interações você quer receber em suas postagens, como por exemplo: crítico, filósofo, intelectual, otimista, troll , hater, etc.
A inteligência que te provoca e te questiona
O SOCIAL.AI treina suas inteligências com base em como você interage, de início me parece um algoritmo disfarçado de stalker. Dá pra ver claramente quando um bot está te respondendo (o app é transparente nisso), mas as interações são tão fidedignas aos perfis comportamentais escolhidos para interagir, que é fácil esquecer que você está lidando com bots e sair respondendo e até provocando as diferentes sensações que as redes sociais despertam em nós, como por exemplo, ansiedade e dopamina.
Essa personalização desperta a vontade de voltar, quando você recebe uma notificação de que houve um novo comentário em sua publicação e corre para ver o que estão falando na sua publicação (onde foi que já vi isso antes? 🤔)
Fatos e bastidores,
Pra quem gosta de números e contexto:
  • O SOCIAL.AI foi lançado no segundo semestre de 2024 e é criação de Michael Sayman — aquele prodígio do Vale que começou no Facebook aos 17 e passou também por Google e Roblox.
  • O app está disponível apenas para iOS (por enquanto), e vem ganhando tração especialmente entre designers, estudantes e criadores de conteúdo em busca de novas formas de engajamento.
  • Diferente das redes convencionais, aqui você escolhe que tipo de “seguidores” quer ter: fãs, céticos, otimistas, críticos — todos operados por IA, cada um com uma personalidade própria.
  • Os dados coletados são usados localmente para ajustar as interações dos bots. Não há timeline pública nem ranking de popularidade.
É uma espécie de rede social sem vaidade. Sem performance. Quase um lugar seguro para pensar em voz alta — e ser ouvido por alguém (ou algo) que responde de verdade.
Produto ou provocação?
É difícil dizer exatamente o que é o SOCIAL.AI hoje. Ele tem cara de produto, com onboarding bem resolvido, UI limpa e um fluxo de uso que funciona. Mas tem alma de experimento. Ele ainda falha bastante (já vi bots se repetirem, tópicos morrerem cedo demais, etc). Só que, mesmo nessas falhas, há algo interessante: o SOCIAL.AI parece estar testando não só features, mas o comportamento coletivo em ambientes mediados por IA.
Talvez por isso o app tenha uma vibe quase de laboratório aberto. E isso, pra quem trabalha com produto, é ouro: dá pra ver hipóteses sendo testadas em tempo real, desde o design da conversa até o ritmo das interações.Essa mentalidade de produto, de experimentar, lançar, aprender e iterar, lembra muito o que a Laborit pensa sobre a criação de produtos para resolver problemas complexos. O SOCIAL.AI parece criar um espaço onde a interação com IA possa evoluir organicamente. Isso exige escuta ativa, rapidez de interação e disposição para eliminar ideias, três princípios que, aliás, também estão no coração de muito do que discutimos aqui no Techpost.
Uma nova camada de rede
O SOCIAL.AI não substitui o X, Threads ou Reddit. Ele cria outra camada: uma rede que tenta ser menos sobre performance e mais sobre experiência. Onde o que importa não é postar e ganhar likes, mas sim, experimentar interações e reações às suas ideias ou pensamentos sem correr o risco de provocar discussões reais e estragar aquela sua amizade de anos no Facebook. E onde o engajamento não é um número, mas um diálogo e possivelmente a validação de uma ideia ou comportamento.
Se vai decolar? Ninguém sabe. Se vai virar um case ou desaparecer como tantos outros? Também não dá pra prever. Mas, por enquanto, seguirei usando e testando para ver que tipo de reação minhas ideias poderiam causar ao serem “soltas” pelo mundo virtual.

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